REFERÊNCIAS MEDIÇÕES DE VIBRAÇÃO OCUPACIONAL

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Nesta seção fornecemos esclarecimentos referentes às questões envolvidas com vibração ocupacional. A vibração é um assunto sério e não basta achar que temos "Capacitação por Regulamentação" para interpretar os limites e realizar efetivamente uma medição reprodutiva e confiável ou comprar equipamento e realizar a medição informando diretamente o que o equipamento disponibilizou; precisa de uma análise profunda. Não deve-se aceitar medições sem análises das amostras em terças de oitavas e as devidas verificações com calibrador de vibração antes e depois das medições, uma exigência normativa da ISO 8041, referência das normas e diretivas sobre vibração ocupacional. E, ainda, alertamos que estão sendo utilizados equipamentos de medição de vibração ocupacional para o estudo de impacto ambiental onde a sensibilidade do acelerômetro e características são diferentes: uma imperícia e uma negligencia dos que aceitam tais laudos.

Primeiramente capacitação na área é muito importante e em segundo lugar o equipamento de medição deve atender a requisitos mínimos como medição nos três eixos simultâneos e em 1/3 de oitavas de frequência. A maioria dos profissionais nem sabem o que é medição em 1/3 de oitavas, nem as unidades e os filtros que devem ser aplicados durante as medições evitando sinais espúrios. - Não ter medição por frequência é o mesmo que dirigir a noite sem farol.

A medição de vibração requer um estudo e conhecimento aprofundado nas funções dos equipamentos de medição, além da utilização de calibradores manuais para verificação da cadeia de medição, aliais um dos requisitos da ISO 8041, norma esta, referenciada por todas as outras que tratam sobre vibração ocupacional: ISO 2631. ISO 5349, Norma Europeia 2002/44 CE, NHO-09 e NHO 10 da FUNDACENTRO (o que inclui a nova portaria No 1297 do MTE). Veja em destaque alguns equipamentos adequados.

Calibra_-_Verifica_Vibracao_Ocupacional




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Portanto, a verificação com calibrador de vibrações é uma exigência Normativa (ISO 8041) para garantir a referência a valores absolutos, imprescindível para a avaliação ocupacional. Podemos afirmar que mais de 90% dos laudos hoje emitidos possuem algum erro grave seja de medição ou utilização correta das funções dos equipamentos, além de não ser realizado a verificação da instrumentação com calibrador específico com certificado de calibração RBC/INMETRO. Há ainda equipamentos que fornecem o vetor resultante para vibrações de mãos e braços, mas não o fornece corretamente para corpo inteiro, uma negligência dos responsáveis pela venda destes equipamentos no Brasil. Estes ainda tentam convencer da não necessidade de calibrador ou verificação da cadeia de medição a seus cliente. Merecendo processos inclusive de direito do consumidor.

A indústria da geração de papel e análises ambientais não detém qualquer conhecimento sobre análise de vibração e vem prejudicando e criando um passivo devido ao demonstrativos equivocados, a falta dos mesmos ou laudos sem qualquer respaldo técnico, pois não entendem que há a necessidade de se profissionalizar para atuar na área de EHS/SSMT (meio ambiente, higiene ocupacional e segurança do trabalho). Calculamos que para muitas empresas esse passivo devido ao agente de risco vibração já é impagável se levarmos em consideração as indenizações, as ações regressivas do INSS, o crime de falsidade ideológica no lançamento da GFIP quando não corroborado com os demonstrativos ambientais.

Há tanto as multas do Ministério do Trabalho e Emprego quanto do Ministério da Previdência e Assistência Social, dentre questões indenizatórias, cíveis e penais. É de conhecimentos da sociedade que 70% do auxílio-doença está relacionado a Dort/ler e dores nas costas, e, muito desses casos é devido a exposição prolongada ao agente de risco vibração. O mundo inteiro investe em prevenção da exposição a vibração, seja medindo e analisando, seja realizando análise ergonômica e projetos para mitigação da exposição. No Brasil esse tema é tratado apenas na questão da insalubridade e não quando relacionamos o conforto ou trabalho eficiente, uma defasagem quando comparado com outros países.

Há também a cultura de profissionais e empresários que ao pagarem insalubridade acham que não tem a obrigação de manter os demonstrativos anuais atualizados. Um erro estratégico e grave. Não quantificar o problema é injustificável e uma negligência, pois não há a preocupação racional da prevenção, onde exposições acima de 2, 3 e até quatro vezes o limite de tolerância são deixadas de lado, tratadas da mesma forma. Neste contexto além dos passivos os prepostos podem ser responsabilizados por crime.

Veja também:Vibracao_HAM_e_WBV_3R_Brasil_2012_sized

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